
Em 1929 houve a quebra da bolsa de Nova York. Os anos 30 foram negros para a economia norte-americana. O ano de 1933 era o ano mais negro e sombrio dos cofres americanos. Mas para Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Jhon Dillinger, Bonnie and Clayde foi a era de ouro. Durante a Grande Depressão norte-americana eles foram verdadeiras lendas urbanas. Ladrões de bancos audaciosos,municiados das lendárias metralhadoras Thompson. Gangstêrs considerados por muitos como verdadeiros Robin Hoods modernos. Atingiram a fama e o ápice ao serem caçados implacavelmente pela policia. A imprensa acompanhava essa glamorização e passou a nomêa-los Inimigos Públicos. Com o fim da Grande Depressão os "Inimigos Públicos" ganharam as telas de cinema em fimes de gangsters. Ilustraram a imaginação do mundo inteiro através das telas em preto-e-branco interpretados por atores do quilate de Errol Flyn , Kim Novak , Clark Gable e Cary Grant.O último gênero dessa espécie se encontra em cartaz nos cinemas de hoje. Trata-se de Inimigos Públicos (Public Enemies - 2009) aonde retornamos a esse universo para acompanharmos a história de um dos mais carismáticos ladrões da Grande Depressão. Jhon Dillinger foi um antecessor de Clyde e ganhou notoriedade pela sua audácia, suas fugas mirabolantes, e especialmente por seu carisma perante seu bando. Para viver um bandido desse quilate nada melhor que um ator de carisma semelhante. O grande Jhonny Deep. Deep empresta ao personagem toda a sua empatia perante o público, e o que era para se apenas um triller formal de bandidos roubando bancos nos 30 e perseguições torna-se um grande filme. Paralelamente aos roubos mirabolantes de Dillinger , Face Nelson e outros rapazes municiados de Winchesters potentes e metralhadoras Thompson. Acompanhamos a caçada dos bandidos pelo recém criado Bereau de investigação americano, que posteriormente se tornaria o FBI. Através do audacioso investigador Melvin Purvis (o ótimo Cristian Bale) acompanhamos um audacioso jogo de caça de gato e rato. O mérito deste novo filme é a ação muito bem conduzida pelo diretor Michael Mann. Nada muito forçado, tiroteios precisos e muito impacto visual e sonoro. Que faz ao espectador sentado na poltrona do cinema voltando ao passado da Era de Ouro. A era de ouro dos Inimigos Públicos.


