segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Inimigos Públicos


Em 1929 houve a quebra da bolsa de Nova York. Os anos 30 foram negros para a economia norte-americana. O ano de 1933 era o ano mais negro e sombrio dos cofres americanos. Mas para Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Jhon Dillinger, Bonnie and Clayde foi a era de ouro. Durante a Grande Depressão norte-americana eles foram verdadeiras lendas urbanas. Ladrões de bancos audaciosos,municiados das lendárias metralhadoras Thompson. Gangstêrs considerados por muitos como verdadeiros Robin Hoods modernos. Atingiram a fama e o ápice ao serem caçados implacavelmente pela policia. A imprensa acompanhava essa glamorização e passou a nomêa-los Inimigos Públicos. Com o fim da Grande Depressão os "Inimigos Públicos" ganharam as telas de cinema em fimes de gangsters. Ilustraram a imaginação do mundo inteiro através das telas em preto-e-branco interpretados por atores do quilate de Errol Flyn , Kim Novak , Clark Gable e Cary Grant.O último gênero dessa espécie se encontra em cartaz nos cinemas de hoje. Trata-se de Inimigos Públicos (Public Enemies - 2009) aonde retornamos a esse universo para acompanharmos a história de um dos mais carismáticos ladrões da Grande Depressão. Jhon Dillinger foi um antecessor de Clyde e ganhou notoriedade pela sua audácia, suas fugas mirabolantes, e especialmente por seu carisma perante seu bando. Para viver um bandido desse quilate nada melhor que um ator de carisma semelhante. O grande Jhonny Deep. Deep empresta ao personagem toda a sua empatia perante o público, e o que era para se apenas um triller formal de bandidos roubando bancos nos 30 e perseguições torna-se um grande filme. Paralelamente aos roubos mirabolantes de Dillinger , Face Nelson e outros rapazes municiados de Winchesters potentes e metralhadoras Thompson. Acompanhamos a caçada dos bandidos pelo recém criado Bereau de investigação americano, que posteriormente se tornaria o FBI. Através do audacioso investigador Melvin Purvis (o ótimo Cristian Bale) acompanhamos um audacioso jogo de caça de gato e rato. O mérito deste novo filme é a ação muito bem conduzida pelo diretor Michael Mann. Nada muito forçado, tiroteios precisos e muito impacto visual e sonoro. Que faz ao espectador sentado na poltrona do cinema voltando ao passado da Era de Ouro. A era de ouro dos Inimigos Públicos.

domingo, 26 de julho de 2009

Cem Anos de Gre-Nal


Que me perdoem Nelson Rodrigues , Mário Filho e Armando Ribeiro. Mas o maior clássico futebolistíco do país é o Gre-Nal. Muito mais rivalizado do que Santos x Corinthians. Muito mais emocionante do que Atlético Mineiro x Cruzeiro. Muito mais histórico do que Bahia x Vitória, entre outros tantos.Ao cruzarmos as rodovias interestaduais e passando pela free-way rumo a capital do Rio Grande do Sul já nós deparamos com um aviso : "Internacional - Campeão do Mundo - FIFA". Em seguida outra placa nos avisa : " Bem vindo á terra do Campeão do Mundo - Grêmio Futebol Portoalegrense". Dois campeões mundiais. E rivais mortais. Estamos em uma terra de rivais. Uma rivalidade que começou a exatamente cem anos. Um centenário de disputas e partidas simbólicas. O Gre-nal está no DNA do Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul é dividido entre chimangos e maragatos , e especialmente entre vermelhos e azuis. O Grêmio surgiu primeiro ainda com uma agremiação de alfaiates alemães. O Internacional era um clube inexperiente recém nascido quando desafiou o já poderoso Grêmio para um primeiro Match (partida). O primeiro Gre-nal foi uma goleada inesquecivel no campo da Baixada. Ali na frente do parcão. Foram 10 x 0 para o Grêmio. O Internacional não baixou a cabeça diante do rival. Seguiu se organizando e tentando vencer o clube mais rico e mais poderoso da cidade. Nascia uma rivalidade histórica. Que atravessaria décadas até completar um século. De lá para cá o Inter foi diminuindo o placar até vencer o rival em 1915. O Internacional se articulou muito bem na década de 30. Não foi o primeiro clube brasileiro a usar negros no seu elenco, mas soube fazê-lo com maestria quando usou o campeonato de varzéa "Canela Preta" para descobrir jóias negras preciosas como Tesourinha. Seria uma base para o rolo compressor da década de 40. Os clássicos se acumulavam, e se equilibravam. A década de 30 foi marcante pelo Gre-Nal Farroupilha em 1935 onde o Grêmio venceu o Internacional de virada com o lendário "Lara" na meta tricolor. O gre-nal no qual Lara misticamente teria dado a vida pelo título do Grêmio, e aonde seria substítuido pelo notavél Francisco Halfen, tio-avô deste blogueiro gremista e com DNA gremista incluida na sua genética. Internacional que compraria o estádio dos Eucaliptos, que venceria o Grêmio inúmeras vezes na década de 40 com o famoso "Rolo Compressor". O Grêmio na década seguinte teria a revolução Oswaldo Rolla, o Foguinho que foi campeão farroupilha ao lado de Lara e Luis Carvalho. O técnico mais revolucionário do futebol gaúcho. Pai de Carlos Froner e Felipão. Com um time de pegada e raça o Grêmio usaria o futebol-força como cartaz caraceteristico do seu jogo durante os anos seguintes. Os anos 60 foram disputos com Gre-Nais históricos também como o de 69 onde ocorreram 20 expulsões na inauguração do Beira-Rio. Já em 1954 o Internacional estragou a festa de inauguração do Olimpico com uma goleada de 6 a 2 sobre o rival. A década de 70 foi vermelha. Onde papai era o maior. O Inter foi tricampeão brasileiro e expandia sua hegemonia do rio Mampituba para cima. Um time memorável com Falcão , Manga, Carpeggiani , Escurinho, Valdomiro entre outros tantos. Octacampeão gaúcho. O Grêmio só libertaria o Estado do dominio vermelho em 1977 com um gol inesquecivel de André Catimba que tornaria a comemoração ainda mais memorável. A década de 80 serviu para o Grêmio vencer seu primeiro brasileiro e ganhar a América e o mundo. As coisas se inverteram até 1997 quando o Grêmio possuia os titulos mais importantes e vencia os gre-nais com o seu time reserva ao comando de Felipão. No gauchão de 1997 Fabiano o "Uh Fabiano" devolvia a hegemonia ao Internacional. No Brasileiro seria um Gre-Nal inesquecivél para torcida colorada com uma goleada de 5 a 2 sobre o Grêmio em pleno estádio Olimpico. Em 1999 Ronaldinho era um moleque contra um capitão simbólico Dunga. O resultado foi uma humilhante vitória pessoal de Ronaldinho e do Grêmio. Ainda poderiamos falar da Era Fernandão e do milésimo gol em 2004.Da hegemonia colorada na década atual, onde o Internacional atravessou continentes até cravar sua bandeira no topo mais alto da América. Um pouco acima do nível dos Andres. E depois cravar sua marca no Everest no topo do mundo.Ao se tornar campeão mundial derrotando o Barcelona imabátivel do gremista Ronaldinho Gaúcho em 20006.Ou ainda das espetaculares vitórias gremistas de Mano Menezes com um time muito inferior ao rival. Por isso Gre-nal é Gre-nal. Pelo equilibrio e pela história, pela rivalidade e a admiração. Não há nada tão equilibrado e tão disputado quanto um Gre-nal.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A noite da Brujita


Admito : Depois do 0 x 0 de La Plata eu entregava a taça da libertadores para o Cruzeiro. Campanha ascendente, memorável eliminando dois brasileiros e chegando na final com autoridade. Primeiro jogo com clima de final. Final de Libertadores da América. Pressão , fumaça, torcida argentina, catimba, muita raça, divididas, deslealdade e muita entrega de ambos os times. Tudo se decidia no Mineirão na última quarta-feira. O Cruzeiro jogava com 65 mil torcedores. Precisava de uma vitória simples. Primeiro tempo morno, empurrões e provocações pra lá e pra cá. Os personagens de final , quem eram? Kléber valente de um lado e o maestro Véron de outro. O Cruzeiro saiu na frente no segundo tempo, com um gol de Henrique de fora da área. Quando o Cruzeiro colocava a mão direita e quase a esquerda para erguer a taça da Libertadores, lembramos que do outro lado estava um time argentino. Infelizmente. Nas últimas cinco finais, nós brasileiros fomos batidos dentro de casa em todas. Vale lembrar que em 2005 e 2006 São Paulo e Internacional venceram a final porque foi uma final Brasileira.Contra os gringos acabamos derrotados. O Boca Juniors venceu o Palmeiras em 2000 no Morumbi. Repetiu a dose em 2003 no Santos de Robinho. Bateu também no Grêmio no estádio Olimpico em 2007. Em 2002 o São Caetano deixou o titulo ir para o Paraguai ao perder pro Olimpia em pleno Pacaembu. Ano passado o Fluminense perdeu a taça pra LDU num Maracanã lotado. O que os gringos têm que nós brasileiros não temos? Acima de tudo personalidade. O Estudiantes não sentiu o gol. Não sentiu os 65 mil cruzeirenses no estádio, não sentiu nem a presença do governador Aécio Neves. Tratou o jogo com naturalidade, controle da bola área, toques curtos no chão. E fico perplexo quando leio no meio esportivo que não deveriamos temer o Estudiantes.. afinal quem tem Ramirez não precisa de Véron! Pois estes sábios "Sabem tudo do futebol" quebraram a cara ao ver o carequinha de 34 anos flanar no campo, distribuir passes precisos, ganhar todas roubadas de bola , botar o seu time pra jogar. Véron foi o maestro, passe magistral, para Ré. Cruzamento e Fernandez empatava o jogo 5 minutos depois. Os argentinos amantes de jogo complicado, verdadeiros enxadristas da emoção futibolistica cavaram um escanteio. La Brujita Véron cobrou e Boselli virou o jogo. Era o balde de água fria no time mineiro. Mais uma vez os argentinos tiveram mais entrega , mais bravura e acima de tudo mais alma.Claro tudo isso comandado por um craque. Que prazer ver Véron jogar. La Brujita repete o feito do pai La Bruja Véron capitão e maior jogador do Estudiantes Tricampeão da década de 1960. O título da libertadores fica em boas mãos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

48 Horas

Durante 48 horas Porto Alegre foi o cenário futibolistico do país. Um tempo escasso é verdade, cerca de 2880 minutos. Todavia todas as camêras , todas as luzes, estavam voltadas para a nossa querida capital. A dupla Gre-Nal decidia em dois dias suas vidas no primeiro semestre do ano. Dois jogos decisivos. Duas decisões. O Internacional largava em desvantagem de 2 x 0 contra o Corinthians de Ronaldo. O Grêmio largava em desvantagem de 3 x 1 contra o Cruzeiro de Kléber. Complicado para ambos. E dois filmes em sequência se repetiram na quarta e na quinta-feira. Comprova a força do futebol gaúcho, que está atualmente no primeiro lugar do raking das forças futibolisticas do país, comprovando que nos últimos anos Grêmio e Internacional têm chego com força a todas decisões dos campeonatos que disputam. Comprava uma teoria particular minha. A de que futebol é praticado de verdade aqui. Do rio Mampituba para baixo, o resto é samba com bola. Mas o samba com bola prevaleceu perante nós, infelizmente. Nós gaúchos não superamos a república do café-com-leite. Minas e São Paulo. O Internacional precisava de dois gols, contra um adversário terrivel. O Corinthians hoje é o melhor time do país. O mais competitivo , o mais ajustado. E brilhou a estrela de Mano Menezes, que armando um esquema sólido no meio-campo saiu para o jogo. O primeiro tempo acabava 2 x 0 para o timão, gols de Jorge Henrique e André Santos. O Internacional reagiu no segundo tempo , abatido e chateado mas empatou o jogo. O titulo era do Corinthians. O torcedor gaúcho assistiria o mesmo filme com roteiro e tudo, somente trocando as cores no dia seguinte com Grêmio x Cruzeiro. Decisão de vaga na final da libertadores. Final de primeiro tempo : 2 x 0 Cruzeiro. O Grêmio também reagiria mas acabaria somente empatando o jogo como seu co-irmão. A dupla Gre-nal em 48 horas dormia abraçada num caixão fúnebre. Filme repetido. Final triste.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Jackson


Exatamente um ano antes de eu nascer, no dia 25 de Março de 1983 Michael Jackson subia no palco de um show especial. Era um show comemorativo da celébre gravadora Motown em seus 25 anos de existência. O albúm Triller tinha então somente 6 meses de existência. Não havia ganho nenhum Grammy.Michael Jackson estava em Pasadena, Califórnia no Civic Auditorium lotado por mais de 10 mil pessoas. Iniciava a sua performace da inesquecivél Billie Jean. Uma apresentação perfeita a começar pelo jeito de jogar a cartola e pela dança do inciante a popstar. No meio da música Michael Jackson para. E com um movimento estático gira os calcanhares para trás. Era o "moonwalk" o passo mais original de dança já feito até então. Combinando blues, soul , R&B a música e a performace estupenda de Jackson colocavam o auditório abaixo. Negro e jovem ainda, Michel Jackson ofuscava outras presenças da noite como Marvin Gaye, Smokey Robinson e Mary Wells. Talvez Michael ainda não tivesse noção, mas em 25 de Março de 1983, ele começava a se tornar o Rei do Pop. Um processo gradativo é verdade. Talento precoce, Michael dispontou nos Jackson 5, com apenas cinco anos de idade. Diante de uma criação enérgica e autoritária do pai, Michael foi vivendo uma vida de celebridade ainda pequeno. Fato que o deixaria traumatizado pelo resto da vida. Os Jackson 5 eram pouco para o talento de Michael. Em 1979 já em carreira solo, ele lança Off The Wall. Um álbum original com grande influência da música negra, e muitas misturas do que iria inovar na década de 80. Off The Wall ganharia alguns prêmios e venderia quase 15 milhões de cópias. Mas o mundo se dividiria após o álbum seguinte de Jackson. Não é exagero dividir o mundo da música antes e após Triller. Com Quincy Jones explorando seu talento, Michael Jackson chegava ao auge. Triller lançou moda, cultura, linguagem e originalidade nunca vistas. Se os Beatles fizeram época em 1960 , e Elvis com seu violão e seu topete fizeram o mesmo na década de 50. Michael Jackson faria igual com Triller. Depois de Billie Jean, viria o clipe mágico de Triller. Ao convidar o diretor cinematográfico Jhon Landis para dirigir o videoclipe, Michael Jackson iniciava uma revolução cultural. O videoclipe até então não tinha o status que atingiu como produto, e Triller conseguiu ser exatamente isso.Um videoclipe como conhecemos hoje. O albúm Triller venderia 109 milhões de cópias pelo mundo, recorde jamais igualado. Michael Jackson se tornava o Rei do Pop.Quebrava a barreira entre brancos e negros, entre cristões e asiáticos.Dos EUA até o banco da praça celestial na China, todos sabiam quem era Michael Jackson.O mundo seguia seus passos, todos se vestiam como o astro com jaquetas de couro ornamentadas de brilhantes e os mocacins com meias brancas em homenagem aos bailarinos performáticos. Excelente compositor , cantor e bailarino, Michael Jackson era no palco, a personificação do entreterimento e do comércio. Sua imagem vendia por si só. A sua música foi ficando para trás conforme a sua imagem mudava. Ao lançar Bad em 1987 , já viamos um Michael Jackson mais claro e com cirurgias no rosto. O astro trocava os elogios do seu talento pela sua vida pessoal, envolta em mistério. Gastou milhões num rancho apelidado de Neverland. Uma referência clara ao fato de ainda ser criança por dentro. Esteve três vezes no Brasil, numa delas gravando com o Olodum, e lançou o álbum Dangerous. Que não repetiu seus sucessos anteriores.Conforme as décadas passavam Michael Jackson mudava, não se sabia se ele era homem ou mulher, branco ou preto, o porque de tantas plásticas e mudanças.Os escandâlos sexuais, a imagem negativa do astro. O que se sabe é que Jackson estava infeliz. Tentava retornar aos palcos, para quem sabe encontrar a felicidade novamente. Pois em cima do palco, Michael foi insuperável, memorável e porque não dizer único.Com a sua morte muita coisa se vai, mas o seu talento fica. Inesquecivél a sua passagem pela música e pela cultura pop da qual ele foi rei. O rei mais talentoso de todos os tempos, sai de cena andando para trás, fazendo um "moonwalk" para a posterioridade.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Riscos

Internacional e Corinthians fizeram uma bela final.Um grande jogo esperado por muitos, entre duas das equipes mais competitivas do país.A vantagem do time de Mano Menezes, entretanto é grande. O Internacional se meteu em uma encrenca que talvez não consiga reverter. Muito se falava do badalado time colorado, que encantava o Brasil nos primeiros quatro meses do ano. Vieram os jogos importantes e a qualificação adversária e a coisa mudou de figura. Agora o Inter está numa sinuca de bico e numa curva descendente. Oscilando para baixo o que é ruim nas vespéras da decisão. A postura da equipe diante do Corinthians foi de enfrentamento igual, jogo aberto e muita movimentação. Faltou fazer o gol fora. Pode ter sido fatal, pois o Corinthians tem na sua saída de jogo seu grande mérito. O time é veloz demais do meio pra frente, especialmente porque conta com jogadores de alto nível. Ao jogar no Beira-Rio tentando reverter os dois gols contra o Inter terá que se expor e correr riscos. Mas correr riscos com Ronaldo parece prudente? Existe outra saída? Outro ex-jogador parece ter surgido com força no futebol brasileiro no último domingo. Semelhança o adversário era o Internacional fragilizado como fora antes contra o Corinthians, mas Adriano voltou. O imperador retornou. Fez 3 gols e acabou com o jogo. Correr riscos com ex-jogadores é muito perigoso.

Brasil x Espanha

Mais do que Manchester x Barcelona, mais esperado do que Corinthians x Internacional. O clássico futibolistico que todo mundo espera ver é Brasil X Espanha.O confronto do futebol mais aguardado dos últimos anos entre seleções. De um lado o Brasil do contestável Dunga. De outro a seleção imbátivel da Espanha. A seleção Brasileira ainda é uma dúvida? Cresce em jogo grande e afunda contra pequenos como a Bolivia no Engenhão. Mas parece ter um grupo de competição, pelo menos pelas vagas. No gol Julio César é incontestável, mas tem jovens goleiros crescendo de produção. Maicon na direita é o melhor da posição na Itália, mas tem a sombra do melhor da Espanha, Daniel Alves bufando no banco de reservas. Andre Santos é o melhor lateral-esquerdo do Brasil terá roubado a vaga do apático Kleber de vez? Ramires deu a vitalidade e movimentação que Elano não dava. A briga é boa também no ataque, Luis Fabiano é o senhor da camisa 9. Artilheiro , tem o faro do gol e já tem números impressionantes na seleção. O problema é que ele sabe que Ronaldo está no clamor popular "Brilhando muito no Corinthians". O duelo fica por conta do futebol pragmático da Espanha. Melhor seleção do raking da FIFA e com a bola no chão. A zaga é consistente com ora Puyol ou Pique ou Arbeloa. O excelente Sergio Ramos deverá infernizar a vida de Andre Santos, do outro lado perigo para o Brasil com a dupla Capdevilla- Rieira e suas triangulações perigosas. O meio-campo é o setor vital dos dois times. O Brasil não tem nenhum volante que chegue perto da categoria de Xabi Alonso e de Xavi (melhor jogador do mundo na posição). Mas Fabregas não é Kaka, como nenhum jogador espanhol jamais será. A dupla de ataque da Espanha é mortal. Torres e David Villa se completam e num instante decidem. A zaga do Brasil ficou mais pesada e lenta com Lúcio e Luizão , irá dar conta do recado? Enfim , um belo confronto.Sem favorito. Neste duelo quem ganha? O futebol é claro.